Nascido em Marotta, na Itália, em 2 de julho de 1914, batizado como Sinibaldo Ricci, ingressou no seminário capuchinho em 1923. Ao iniciar o noviciado em Camerino, em 1929, adotou o nome religioso de Frei Leão de Marotta. Realizou seus votos perpétuos em Loreto (1935), onde também cursou Teologia, sendo ordenado sacerdote em 11 de julho de 1937. No ano seguinte, em 1938, partiu para o Brasil como missionário. Fixando-se inicialmente no Convento da Piedade, em Salvador. Lecionou Teologia Moral e Direito Canônico (1940 a 1952) e exerceu a importante função de Custódio Provincial da Bahia e Sergipe (1952 a 1956). Sua longa e profunda ligação com Alagoinhas somou 29 anos de dedicação. Atuou como pároco da Paróquia de Santo Antônio entre 1952 e 1962 e, após breves missões em Salvador e Esplanada, retornou definitivamente para a fraternidade de Alagoinhas em 1969, onde permaneceu até o fim de sua vida como Superior e Vigário Paroquial. Em Alagoinhas, uniu de forma indissociável o zelo pastoral à transformação social. Diante da escassez de serviços públicos na época, construiu um chafariz para garantir água encanada no bairro da Favela (atual Santo Antônio), fundou as primeiras escolas paroquiais e iniciou a edificação da nova Igreja Matriz de Santo Antônio, hoje a Catedral de Alagoinhas.
