CADEIRA 33

Pedro Rego Nunes

Nascido em Camaçari em 1922. Foi o penúltimo filho, dos 10, do ferroviário Hermínio Nunes e da dona-de-casa Josefina Rêgo Nunes.  Como seu pai foi chefe de estação e estava sempre mudando de cidade, a família voltou à Alagoinhas.

Pedrinho como sempre foi chamado, adotou Alagoinhas de forma definitiva e afetiva como sua terra natal.

Apaixonado pela música desde jovem, participou de alguns grupos musicais da sua época, sempre tocando instrumentos de corda (bandolim, cavaquinho e violão), o que o fazia com muito talento e dedicação. Ao mesmo tempo, descobriu o amor e o dom pela poesia, o que o fazia apenas para si, para amigos e conhecidos. Mais tarde, veio a publicar um pequeno livro de poesia “Cabocla’, tendo inclusive escrito e publicado poemas em periódicos de Alagoinhas e até de outras cidades.

Casado com Elba Campos Nunes, teve cinco filhos aos quais dedicou toda sua atenção e esforço profissional. Primeiro como Barbeiro, durante muitos anos, depois como bancário por alguns anos e novamente como barbeiro, até o fim da sua vida.

Nunca ocupou quaisquer cargos públicos – apesar dos vários convites recebidos – ou, sequer, nenhuma alta posição social; Pedro Nunes sempre foi um apaixonado pela causa alagoinhense, nunca deixando, porém, transparecer posição partidária, tendo o respeito e a amizade de, provavelmente, todos os políticos da cidade.

Apreciador do futebol, inicialmente torcedor do Esporte Clube Bahia, Pedrinho foi um dos incentivadores da fundação do Alagoinhas Atlético Clube, do qual se tornaria fervoroso torcedor, tendo inclusive, colaborado na composição do seu hino e na divulgação do clube em várias oportunidades.

Faleceu aos 64 anos no dia 11 de outubro de 1988 em Alagoinhas.

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